Por : Padre Felipe - Rio Grande do Sul ( Fui Seminarista em nossa Paróquia e escreveu esse artigo em Abril 2008)


 O fato de pensarmos que tu e eu pertencemos a uma família, que como diz a canção se compõe de “pai, mãe, cachorro gato, galinha...” deve ser mais que a certeza de saber-se pertencente a um grupo de pessoas que se amam. No coração cristão, a consciência de fazermos parte de um lar, deve trazer alegria a vida de cada um, alegria que brota do fato de que o Deus que se encarnou, que assumiu nossa carne, assumiu também algo que é natural ao homem, uma família.

  É maravilhoso pensar que Cristo quis compartilhar dessa experiência tão humana. Quis passar por problemas e alegrias que são próprios de um lar. Os momentos mais simples e também os mais importantes o Senhor os viveu em família. Seu nascimento, “também José subiu da cidade de Nazaré...juntamente com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe.” (Cf. Lc 2,4-5); na circuncisão no Templo( Cf. Lc 2,21ss); na fuga para o Egito “(...) eis que o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, e lhe disse: ´Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, foge para o Egito...`” (Cf. Mt 2,13); aos doze anos no Templo “ Todos os anos iam os seus pais a Jerusalém, no dia da Páscoa. Quando completou doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.” (Cf. Lc 2,41); por fim Jesus na cruz e Maria junto a si, “ora, junto à cruz de Jesus, estavam de pé, sua Mãe...” (Cf. Jô 19,25).

 Jesus é portanto um homem de família. Pensemos também nos anos ocultos da vida de Jesus, naqueles dias transcorridos sempre uns iguais aos outros na pequena Nazaré. Vemos aí que Deus quis passar seus dias no seio de sua família, no aconchego de um lar. Tu e eu passamos pela mesma experiência de Jesus, tu e eu experimentamos como Cristo as alegrias e as dificuldades de se estar em família. Devemos aprender do Senhor como bem aproveitarmos essa experiência diária para crescermos no amor.

 Ao assumir uma família, Cristo a redime, a renova, a santifica. Penso que nós cristãos devemos aprender a fazer de nossas famílias um lugar de santificação. Os primeiros a amarmos não são os outros, os meus próximos mais próximos são esses com quem convivo todos os dias. Minha família portanto. É nela e com ela que devo me santificar, a fim de que em minha vida eu saiba render maior glória a Deus.

 

 Aprendamos de Cristo portanto a querer mais nossas famílias, a amar mais nossas famílias e aqueles que a compõe; a embarcar na grande aventura cristã de amarmo-nos uns aos outros como o Senhor nos amou. E o Senhor nos amou amando a Família.