Autor: Seminarista Silviano - JUN / 2009


    USAMOS SEMPRE INCENSO NA NOSSA LITURGIA, PARTICULARMENTE AOS DOMINGOS . ÀS VEZES TAMBÉM USAMOS DURANTE A SEMANA . POR ISSO CONHEÇAMOS UM POUCO SOBRE SUA ORIGEM E O SEU USO NA LITURGIA.


    O incenso é tão antigo quanto à história da humanidade. Essa resina deriva de uma árvore, que quando queimada, exala um agradável odor. O principal ingrediente dos grãos de incenso é uma substância resinosa (também chamado de incenso) que é extraído de diversas árvores e arbustos que crescem em ambas as margens do Mar Vermelho e os Golfos de Suez e Aqaba.

    Ele já venha sendo usado há muito tempo entre os egípcios e os povos do oriente. Era considerado o suor divino, que perfumava o templo, o lugar da oração. Porém, o incenso não foi usado somente no serviço religioso, ele era usado também nas casas como instrumento de higienização. Acreditava-se no seu poder desodorizador. Sabe-se também que era usado pelos gregos e romanos nas recepções, para homenagear seus convidados e o imperador, que era visto como divino, e nos sacrifícios religiosos.

    Religiosamente ele foi sendo usado pelos diversos vizinhos de Israel. Logo entrou para a cultura israelita e conseqüentemente nas sagradas escrituras. Em Ex 30,1 Deus dá ordem a Moiséis que construa para ele um altar onde será queimado o incenso em sua honra. O agradável odor que subia aos céus. Nos salmos é comum notarmos a presença do incenso como sacrifício agradável a Deus e até mesmo comparado à oração que sobe aos céus: “Que minha prece feita a ti se eleve como a fumaça do incenso” (Sl 140, 2).

    A tradição bíblica do novo testamento atesta o uso do incenso, como é visto na narração do evangelho de Mateus, por ocasião da visita dos reis magos, que acreditando ser aquele menino um rei, ofereceram-lhe ouro, mirra e incenso (Mt 2,11). Também em apocalipse 8,13 encontramos o uso do incenso.  João vê 24 anciãos diante do cordeiro com harpas e taças cheias de incenso: era as orações dos santos.

    Porém, nas celebrações cristãs, ou seja, na liturgia, ela demorou um pouco a ser incorporado, devido ao fato do cristianismo querer se diferenciar do paganismo. Na medida em que o paganismo foi acabando e o cristianismo se estabelecendo, o incenso foi sendo usado. Assim, já no século IV já não era novidade o uso do incenso nas celebrações. Ainda hoje o incenso é usado não só na missa (incensa-se o altar, evangelho, padre, assembléia...) como também em outros momentos da vida cristã. Podemos ver o seu uso nas exéquias. Os falecidos, como membros do corpo de Cristo, são membros da Igreja. Logo, seus corpos são incensados por já terem sido santificados pelos sacramentos. Nos evangelhos vemos as santas mulheres indo atrás do corpo de Jesus para perfumá-lo.  Ele também é usado nas procissões, dedicação de altar e em outros momentos.

    Como ficou claro, a introdução do incenso na liturgia cristã se deu de modo paulatino. Se os primeiros cristãos não o usaram logo de imediato, foi pelo fato de suas celebrações serem simples e também para não causarem confusões. Eles não queriam ser confundidos com outros povos pagãos. E quando passaram a usá-lo era tão somente dentro da liturgia, não sendo desvinculado do culto. Hoje em dia muitos querem, seguindo costumes pagãos, usar o incenso de modo indevido ao cristão, como por exemplo, para afastar “mal olhado”. Nunca na história do cristianismo se foi pensado desta forma. Para nós, cristãos, o que afasta as potências do mal, do inimigo, é o sangue do cordeiro. Daquele que morreu por nó e ressuscitou. Aleluia.

     Pelo Seminarista  Silviano - GRATO