- CONHECENDO SÃO PAULO-


               No dia 28 de junho de 2008, quando a igreja católica celebrou a solenidade de São Pedro e São Paulo o santo padre o papa Bento XVI, proclamou em aberto o ANO PAULINO, EM ROMA. O Ano Paulino é uma deferência ao nascimento do Apóstolo Paulo e se estenderá até o dia 29 de Julho de 2009. Como objetivos desta iniciativa podemos citar: o conhecimento da vida e da missão de São Paulo por meio da leitura de suas 12 cartas e o despertar de cada batizado para a necessidade de um envolvimento urgente na MISSÃO, visto que a igreja que somos todos nós é essencialmente minssionária. Logo nos lembra o DOCUMENTO DE APARECIDA: “A Igreja peregrina é minssionária por natureza, porque tem sua origem na missão do Filho do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai “DOCUMENTO DA APARECIDA , N° 347”. Tomemos como ponto de partida para está reflexão o local do MARTÍRIO DE SÃO PAULO em Roma, próximo e Basílica dedicada ao ÁPOSTOLO.

            Segundo uma tradição antiguíssima, quando São Paulo foi decapitado, sua cabeça teria sofrido três choques sucessivos contra o solo, vertendo sangue copiosamente. Naqueles pontos surgiram três fontes. Por isso o local do martírio de São Paulo recebeu o nome de: (TRE FONTANE) – TRÊS FONTES. Daí o motivo para encaminharmos esta reflexão sobre três grandes fontes da espiritualidade paulina que são: o encontro de  São Paulo com Cristo na estrada de Damasco, o próprio Cristo e as suas atitudes.

 A primeira fonte brota do encontro de São Paulo com o Cristo: Lá ele pergunta: quem és o Senhor? (Cf. AT 9,5-6). Para alguém que até aquele momento perseguia ardorosamente a igreja, trata-se de uma pergunta decisiva. Mas tarde, tal atitude lhe acarretou um profundo arrependimento (Cf. 1 Cor 18,9). Para São Paulo Cristo tornou-se fonte de refúgios inesgotáveis, descritas com suas cartas para as quais nos quer conduzir (Cf. Ef. 3,18-19). Lembrando que na igreja primitiva, a vida das comunidades, conforme Cristo viveu e mostrou era chamado: O CAMINHO. Hoje, falamos de seguir o cristianismo, caminhada evangélica e assim por diante. Foi este CAMINHO que São Paulo encontrou na continuidade da Estrada de Damasco. A exemplo de São Paulo, também devemos encontrar O CAMINHO, mediante a participação e ação na comunidade.

 A segunda fonte é o próprio Cristo. Não Cristo como proposta delineada nas teses teológicas. São Paulo nos apresenta o Cristo na sua verdadeira forma de se relacionar, a ponto de fazer-se um de nós, exceto no pecado (Cf. 2 Cor 5,21), assumindo nossa natureza tomada pelo pecado para ressuscitá-la gloriosa e está unida á sua divindade para sempre (Cf. Fl 2,5-11). A experiência de São Paulo no caminho de Damasco, fez com que ele penetrasse profundamente na realidade da beleza da Pessoa de Cristo. Ficou, definitivamente, fascinado a tal ponto de chagar a dizer: “Para mim viver e Cristo e o morre é lucro” (Fl 1,21), pois “eu vivo, mais já não sou eu é Cristo que vive em mim” (Cl. 2,20).

 Existe ainda uma terceira fonte: são as atitudes que devem animar quem queira seguir os passos de São Paulo. E nem sempre e fácil (Cf. 1 Cor 11,7-33). Não se poder esquecer aqui a figura de Lucas amigo fiel e solidário do Apostolo que o acompanhou até o fim da sua vida (Cf. 2tm 4,11). Ainda haverá muito a falar sobre São Paulo. De modo que a melhor maneira de estreitar a amizade com ele faz-se lendo suas CARTAS e aplicando-se aos seus ensinamentos, que nada mais é do que o eco das PRÓPRIAS PALAVRAS DE CRISTO. Façamos das CARTAS PAULINAS, para comprovar tudo que está exposto acima SÃO TREZE.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

TESTEMUNHO DE FÉ DO GUIA 27 DE JULHO A 02 DE AGOSTO 2008. PÁGINA, 02.