4 - Notas sobre a Liturgia

  1.  Há uma proibição explicita de se substituir o texto do hino do Glória por outro texto qualquer, pois estamos diante de um  venerável hino de louvor Santíssima Trindade, com caráter cristológico e pascal. Faz parte da antiga tradição da nossa Santa Igreja.

  2.  O Salmo responsorial faz parte da celebração da Palavra de Deus. É como que mais uma leitura em forma de Salmo, Ele constitui uma resposta meditativa e orante à palavra que precedeu.

  3.  Os fiéis não se reúnem para a leitura comunitária da Palavra de Deus, mas para ouví-la e responder a ela na celebração e na vida.

  4.  Para proclamação da Palavra de Deus sempre se deve dar preferência ao livro em vez do folheto.

  5.  Prevê-se que o livro dos Evangelhos(Evangeliário) seja levado solenemente em procissão na entrada da Missa e colocado sobre o o altar.

  6.  Não deve haver intervenção na Oração Eucarística ( cantos, aclamações não previstas, louvores, etc.) nem mesmo do Presidente.

  7.  Todosos ministros que levam algum objeto, como a cruz processional, os castiçais, o turíbulo, a naveta, o Evangeliário, ao chegarem ao altar, não fazem genuflexão, nem inclinação do corpo, mas uma simples inclinação de cabeça. O mesmo vale para os fiéis que levam as oferendas para o altar. Quem leva o Evangeliário sobre diretamente ao altar, sem fazer inclinação.

  8.  O Sacerdote pode dar a paz aos ministros, mas sempre permanecendo ao âmbito do prebitério, para que não pertube a celebração.

  9.  O gesto de paz é facultativo.

  10.  Convém que cada pessoa saúde somente aqueles que pode alcançar, sem sair do seu lugar.

  11.  O chamado canto de paz, entre nós, não é  previsto no rito.

  12.  A aclamação após a Consagração, é dita de pé, pois se trata de uma profissão de fé, de um testemunho, de um anúncio do mistério pascal de Cristo.

  13.  A Equipe de celebração entra junto com o Presidente na Procissão de Entrada, nela o leitor pode conduzir um pouco elevado o Evangeliário, não porém, o lecionário.

  14.  O simples lecionário não é conduzido na procissão de entrada.

  15.  Na Missa sem Diácono, a função de preparar o altar cabe o acólio ou outro ministro leigo.

  16.  O Sacerdote pode chamar ministros extraodinários para ajudá-lo na distribuição da comunhão. Em caso de necessidade, o Sacerdote pode delegar fiéis idôneos para o caso particular.

  17.  Do ambão são proferidas somentes as leituras e o salmo responsorial; também se podem proferir a homilia e as intenções da oração dos fiéis. A dignidade do ambão exige que a ele suba somente o ministro da palavra.

  18.  Deverá haver um único ambão, ou seja, uma só mesa da Palavra de Deus. A tendência pe construí-lo do lado direito do Sacerdote. Trata-se de uma tendência não algo rígido. Do outro lado seria ocupado pelo comentarista, que não sobe no ambão, mas pode ter uma estante móvel.

  19.  A cruz do Altar como uma cruz processional, sejam ornadas com a imagem de Cristo crucificado.

  20.  Quanto à função de servir ao Sacerdote junto ao altar, observem-se as disposições emanadas pelo Bispo da diocese, que poderão ser meninos ou meninas, rapazes e moças, homens e mulheres.

  21.  A homilia, via de regra, é proferida pelo própio Sacerdote celebrante ou é por ele delegada a um Sacerdote concelebrante ou, ocasionalmente, a um Diácono; nunca, porém a um leigo.

  22.  A purificação dos vasos sagrados, é restrita aos ministros ordenados e ao acólito do Sacerdote.

  23.  Os MECEs, quando solicitados, não se aproximam do altar senão depois da comunhão do Sacerdote, e sempre recebem a âmbula da mão do Sacerdote.

  24.  Os ministros leigos não são impedidos de buscar, se necessário, alguma âmbula no tabernáculo após a saudação da paz. Neste caso, os ministros depositam a âmbula sobre o altar e se retiram um pouco para o seu lugar.

  25.  Os principais momentos de silêncio na Missa, com seu sentido são: no ato penitencial, no convite à oração feito pelo Sacerdote, depois da leituras, depois da homilia e depois da comunhão.

  26.  Sobre a mesa do altar podem ser colocadas somente aquelas coisas que se requerem para a celebração da Missa.

  27.  Durante a proclamação do Evangelho, os presentes voltam-se para o  ambão, manisfentando uma especial reverência ao Evangelho de Cristo.

  28.  Em dias mais solenes, podem ser usadas vestes sagradas festivas ou nobres, mesmo que não sejam da cor do dia.

 

Extraído do livro NOVAS MUDANÇAS NA MISSA
3a Edição - Editora VOZES - Frei Alberto Beckhauser, OFM