A Missa

3.3  As Partes da Missa : A Liturgia Eucarística  ( A Mesa do Corpo de Cristo)

      •  A Apresentação das Ofertas: Terminada a Liturgia da Palavra, a atenção de todos se volta para a segunda Mesa. O acólito ou outro minístro leigo coloca sobre o altar o corporal, o purificatório, o cálice, a pala e o missal. Convém que a participação dos fiéis se manifeste através da oferta do pão e vinho para a celebração Eucarística, ou outras dádivas para prover às necessidades da igreja e dos pobres. As oblações dos fiéis são recebidas pelo sacerdote, ajudado pelo acólito ou outro ministro. No vinho a ser consagrado, o presidente coloca um pouco d'água que simboliza toda a humanidade salva em Cristo pelo seu sangue derramado na cruz.

      •  Convite à Oração: Todos se colocam de pé. O convite à Oração, recorda a todos que a oração da Assembléia cristã se dirige a Deus, o Pai de nosso Senhor  Jesus Cristo e, na  nossa resposta, fica claro que o sacrífico de Cristo, realizado uma vez por todas na cruz, torna-se presente cada vez que a Igreja faz o que o Senhor fez na última ceia. A Missa é o Sacrifício do cristão.

      •  A Oração Sobre as Oferendas: É a segunda Oração Presidencial. Pelo fato de o sacerdote já ter feito o convite à oração, no Orai, irmãos, não se diz Oremos. Os dons colocados sobre o altar simbolizam tudo o que há na natureza eo resultado do nosso trabalho. Eles nos falam da bondade de Deus que fez brotar a água  e surgir da terra o trigo e a uva. Agora, o Presidente da Assembléia reza emnome de todos, a oração sobre os dons. Todos os participantes darão seu assentimento com o amém conclusivo.

      •   A Oração Eucarística: Tem início o momento central e culminante de toda a celebração, isto é, a Oração Eucarística, ou de ação de graças e de santificação. O sentido desta oração é que toda a Assembléia se una com Cristo enaltecendo as grandes obras de Deus e oderecendo o sacrifício. Os elementos principais de que consta a Oração Eucarística são os seguintes

        1.  A Ação de graças ( que se exprime especialmente no prefácio ( = aquilo que diz antes); o sacerdote, em nome de todo o povo santo, glorifica a Deus Pai e lhe dá graças por toda a obra da salvação ou por alguns aspectos particulares de acordo com dia, a festa ou o tempo.

        2.  A aclamação: A Assembléia, unindo-se as criaturas celestes canta ou recita o "santo".

        3.  A epiclese: ( = chamado do alto) Neste momento o sacerdote impõe as mãos sobre as oferendas invocando o Espírito Santo para que transforme o pão e vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Assim como Maria concebeu por obra do Espírito Santo, o Cristo torna-se presente sob as espécies do pão e do vinho também por obra do Espírito Santo. Tocam-se as campainhas e todos se ajoalham.

        4.  Narrativa da instituição e a consagração: Através das palavras e dos gestos de Cristo, realiza-se o sacrífio que o próprio Cristo instiruiu na Última Ceia, quando ofereceu seu Corpo e Sangue, sob as espécies do pão e do vinho, deu-os a comer e beber aos Apóstolos e lhes deixou a ordem de perpeturar esse mistério. Na elevação do Pão Eucarístico e do Cálice, cada qual procura olhar para a hóstia e o cálice, fazendo sua adoração e seu oferecimento em silêncio. É reprovável dizer em voz alta nesses momentos "Meu Senhor e meu Deus" ou qualquer outra oração. A aclamação após a consagração é feita de pé, pois não é propriamente uma adoração, mas profissão de fé ao mistério pascal de Cristo.

        5.  A anammese: (= a memória) A Igreja cumprindo ordem recebida por meio dos Apóstolos, faz a memória do Cristo, recordando sua paixão, ressurreição e ascensão ao céu.

        6.  A oblação( = oferta) A Igreja oferece ao Pai no Espírito Santo a Vítima Imaculada.

        7.  As intercessões: Nelas se exprime que a eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como terrestre, e que a oblação é feita por todos os seus membros, vivos e defuntos, os quais foram chamados a participar da redenção e da salvação adquiridas pelo Corpo e Sangue de Cristo.

        8.  A doxologia final: (= glorificação final) Exprime a glorificação de Deus; é ratificada com o nosso amém alto e solene , pois é através dele que a Assembléia assume e faz sua toda a Oração Eucarística. A doxologia no final da Oração Eucarísitica, é proferida somente pelo celebrante, não pelos fiéis.

 

      •  O Rito de Comunhão: Sendo  a celebração eucarística um banquete pascal, convém que, de acordo com a ordem do Senhor, os fiéis devidamente preparados recebam o seu Corpo e Sangue como alimento espiritual

      •  O Pai Nosso: Com esta oração iniciamos o Rito da Comunhão. Nele se pede o pão cotidiano, no qual os Cristãos vêem também uma referência ao pão eucarístico, e se implora a purificação dos pecados. Só o sacerdote acrescenta o embolismo( = desdobramento), dito após "Livrai-nos do mal". Quando rezamos o Pai Nosso na Missa, ele não termina com o amém, pois só é concluído quando toda a Assembléia diz a doxologia final da oração: Vosso é o reino o poder e a glória para sempre...

      •  O Rito da paz: Neste Rito a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis exprimem entre si a comunhão eclesial e a mútua caridade antes de comungar do sacramento. Convém, que cada qual expresse a paz de maneira sóbria e somente as pessoas que pode alcançar, sem sair de seu lugar, para não tumultuar a celebração, pois esse Rito faz parte da preparação para a Comunhão. O chamado canto da paz, entre vós, não é previsto no rito.

      •  A Fração do Pão: O gesto da fração do pão realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela comunhão no único pão da vida, que é Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo.

      •  O Cordeiro de Deus: É o momento em que o sacerdote parte o Pão e coloca uma parte da hóstia no cálice, para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus. Não é função do Sacerdote começar o Cordeiro de Deus, por isso, o grupo dos cantores ou o cantor ordinariamente canta ou, ao menos, diz em voz alta a súplica Cordeiro de Deus à qual o povo responde. A invocação acompanha a fração do pão; por isso, pode-se repetir quantas vezes for necessário até o final do rito. A última vez concluimos com as palavras dai-nos a paz.

      •  O Felizes os convidados para  a Ceia do Senhor: O sacerdote apresenta à Assembléia o Corpo e o sangue de Cristo e convida os presentes a partilhar a refeição eucarística, usando as palavras prescritas do Evangelho.

      •  O Senhor eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a): aceitando o convite, devemos humildemente dizer o centurião do Evangelho.

      Tudo na Ceia do Senhor caminha para este momento. Agora a eucaristia assume a sua totalidade, a dimensão de Ceia Pascal. Segundo a vontade de Cristo, a sua presença permanece entre nós através do sacramento do seu Corpo e do seu Sangue.

       É muito recomendável que os fiéis, como também o próprio sacerdote deve fazer, recebam  o Corpo do Senhor em hóstias consagradas na mesma Missa e participem do cálice nos casos previstos nos livros rituais a cerca da Comunhão sob as duas espécies. Devemos saber, entretanto, que a fé católica ensina que, também sob uma só espécie, se recebe Cristo todo e inteiro, assim como o verdadeiro Sacramento; por isso, no que concerne aos frutos da Comunhão, aqueles que recebem uma só espécie não ficam privados de nenhuma graça necessária à salvação.

      Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento, entoa-se o canto da comunhão que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e realça a índole "comunitária" da procissão para receber a Eucaristia. O canto prolonga-se enquanto se ministra a Comunhão dos fiéis.

      •  A Comunhão dos Fiéis: O Sacerdote toma, então, a patena ou cibório e se aproxima dos que vão comungar e que normalmente se aproximam em procissão.

           Não é permitido aos fiéis receber por si mesmos o pão consagrado nem o cálice consagrado e muito menos passar de mão em mão entre si. Os fiéis comungam ajoelhados ou  de pé,  conforme for estabecido pela Conferência dos Bispos. Se a Comunhão é dada sob a espécie de pão somente, o sacerdote mostra a cada um a hóstia um pouco elevada, dizendo "O Corpo de Cristo". Quem vai comungar responde "Amém", recebe o Sacramento na boca ou aonde for concedido, na mão à sua livre escolha. Os que o comungarem de pé, antes de receberem o Sacramento, façam devida referência, que poderá ser uma inclinação de cabeça ou do corpo, mas isso terá que ser feito enquanto o que está à frente recebe a Comunhão. Nenhum ministro da Comunhão pode obrigar a comungante a receber a Comunhão na boca onde for permitida a Comunhão na mão. Para a Comunhão na mão, devemos fazer um trono com a mão esquerda, para receber o Corpo do Senhor. A hóstia deverá ser colocada sobre a palma da mão do fiel, que levará à boca com o auxilio da mão direita formando uma pinça com os dedos, isso antes de se movimentar para a volta ao lugar, pois não se deve comungar andando. Não é elegante levar a hóstia diretamente à boca com a palma da  mão.

             Após receber Jesus na Santíssima Eucaristia, o fiel deve voltar ao seu lugar, e ali, na posição que melhor lhe convir, de pé, de joelhos ou sentado, conversar calma e intimamente com o Senhor Jesus,que naquele momento está vivo dentro de nós, em comum-união, isto é, total união, união que deve nos levar a dizer como São Paulo: "Não sou eu que vovo, é Cristo que vive em mim" .

              Terminada a distribuição, os vasos sagrados são purificados pelo Sacerdote ou pelo Diácono ou pelo acólito instituido, na medida do possível junto à credência. Excluem-se dessa função os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística.

               Se for oportuno,o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio e se desejar, toda Assembléia pode entoar um salmo ou outro canto de louvor ou hino.

      •  A Oração depois da Comunhão: É a terceira oração presidencial. Para completar a oração do povo de Deus e encerrar todo o rito da Comunhão, o sacerdote profere esta oração, em que implora os frutos do mistério celebrado. Com esta oração, a Assembléia renova o seu sim a tudo quanto declarou e afirmou durante a Missa.